Suas lembranças eu guardo bem lá no fundo, como um baú de
brinquedos velhos, elas ficam lá, as boas e as ruins, não fico mexendo,
revirando, não as separo, não deixo as ruins me baixo e as boas em cima, não há
como separá-las, é como aqueles cowboys e índios de plástico, sabe? Um não faz
sentido sem o outro.
Às vezes me esqueço desse baú de memórias suas, mas sempre
algo me traz de volta uma lembrança, mesmo que muito rápido, por poucos
segundos elas fogem do baú e me saltam a cabeça, mas logo voltam ao fundo.
Tenho muitos baús, um para cada brinquedo da vida, mas
apenas um baú do tesouro, e esse apenas a pessoa com o mapa que tem o X marcado
ganhará o direito de abrir.
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