Então você voltou, depois de uma longa e sofrida lacuna,
você voltou.
Não sei ao certo até que ponto isso é bom, se é que é bom de
alguma forma,
Pelo menos me deseje sorte, no mais venha para me ensinar a
crescer,
Ver-te como eu sempre te vejo vai me cegar,
Depois de tudo nem o que foi bom ficou, nem seu sorriso
claro,
Muito menos seus cabelos molhados e seus olhos cianos,
Então, no branco da prisão de meu quarto, vejo sua sombra,
Ouço o vento que trás sua voz,
E como uma ferida que ainda arde, eu sonho contigo.
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