sexta-feira, 30 de abril de 2021

A beleza da contradição.

Como dizia o poeta: “Sejamos todas as capas de edição especial, Mas… porém…Contudo… Entretanto… Toda via… Não obstante… Sejamos também a contracapa, porque ser a capa e ser contracapa, é a beleza da contradição.”

Ser diferente num mundo de tantos iguais é fazer revolução, é nadar contra a corrente. Ser contraditório, entretanto, não é só revolucionário como é necessário, é preciso se reinventar, ser alguém diferente a cada dia, a cada nova situação, mas sem perdermos a essência de sermos apenas nós. É necessário em tempos modernos sermos muitos, diversos, mas ao mesmo tempo sermos um só, firmes, leais e fieis.  Como um barco que navega em águas desconhecidas. Como um carvalho centenário, que a cada estação muda de folhas, ora verde, ora marrom, ora sem folha alguma, mas sempre de raiz forte. 

Ser como camelão nos mantém vivos, afinal, se não mudarmos com o tempo, somos por ele enterrados, esquecidos, ainda vivos. Ser diferente é ter a certeza de que está andando a passos largos para eternidade. Picasso não se eternizou por pinceladas delicadas, tão pouco Van Gogh, também conhecido por “aquele da orelha cortada”. Reinventar-se, refazer-se, renascer a cada dia. Alçar voos, sair do casulo, tal qual uma borboleta. Aproveitar o belo da vida, e integrar a beleza da contradição!



(Texto colaborativo entre esse que vos escreve e a @eusouproblemameu_)

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